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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O Guerreiro e o Mestre.

Certo dia, um guerreiro muito orgulhoso, veio ver seu Mestre.

Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o guerreiro sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então disse ao Mestre: -Porque estou me sentindo inferior?

Apenas um momento atrás, tudo estava bem.

Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes.

Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum.

Porque estou me sentindo assustado agora?

O Mestre falou: - Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o guerreiro estava ficando mais e mais cansado de esperar.

Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o guerreiro perguntou novamente: - Agora você pode me responder por que me sinto inferior?

O Mestre o levou para fora.

Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte.

Ele disse: - Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado.

Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum.

A árvore menor jamais disse à maior: "Porque me sinto inferior diante de você?"

Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.

O guerreiro então argumentou: - Isto se dá porque elas não podem se comparar.
E o Mestre replicou: - Então não precisa me perguntar.

Você sabe a resposta.

Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem.

Você é o que é e simplesmente existe.

Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto à maior das estrelas.

Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa.

É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo ninguém é superior ou inferior.


Cada um é incomparavelmente único.
Pare e Pense

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Reflexão 17/08/2015

Deus não nos fez para carregamos as malas além do que é devido, ele nos chama todos os dias para dividirmos com Ele toda essa carga.
Pr. Bina

A Perfeita Lição da Caveira.


Certa vez, um tradicional e elegante príncipe, arrogante de sua realeza, foi fazer uma caçada em lugar distante e montanhoso.

A certa altura de seu longo e tenebroso caminho, viu um desgastado velho eremita, sentado frente a uma gruta, atento a uma caveira que tinha em suas mãos.

Indignado porque o velho eremita não lhe prestou a menor atenção – nem mesmo levantou os olhos – muito menos a devida reverência à pomposa comitiva.

Com toda sua arrogância, o erudito Príncipe aproximou-se do velho solitário e disse-lhe: - Velho rude, desengonçado e zombeteiro, entre para a gruta.

Levanta-te quando por ti passa o teu notável Senhor!

Porém, antes que cumpra as minhas determinações, responda-me o que podes ver de tão interessante nessa tão pobre e inútil caveira, que chegas até te abstrair quando da passagem de um nobre Príncipe de tantos fidalgos?

O eremita, com toda serenidade, erguendo para ele os olhos mansos, respondeu em voz singularmente clara e sonora: - Perdoa-me senhor.

Eu estava procurando descobrir se esta caveira tinha numa época pertencido a um mendigo ou a um nobre príncipe, pois, por mais que analise, não consigo distinguir de quem seja.

Nestes ossos nada há que diga se a carne e a pele que sua época revestiu, repousou em travesseiros de plumas ou de pedras brutas colhidas nas duras asperezas das estradas.

No entanto, eu não saberia dizer se deveria levantar-me ou conservar-me sentado diante daquele que, em vida, foi o honroso dono deste crânio anônimo.

O Príncipe, cabisbaixo, prosseguiu o seu caminho.


A caçada naquele dia, porém, não teve qualquer encanto, Vaz que a lição da caveira abatera o seu orgulho, fazendo-o refletir profundamente que no hemisfério terrestre nunca devemos pisar na singeleza de ninguém.
Pare e Pense

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Reflexão 14/08/2015

O amor vai invadir seu o coração, pois Ele é tudo de bom para cada um de nós e é o que todos nós precisamos, esse amor se chama Jesus Cristo de Nazaré.
Pr. Bina.

A Pequena Vendedora de Fósforos

Que frio tão atroz!

Caía a neve, e a noite vinha por cima.

Era dia de Natal.

No meio do frio e da escuridão, uma pobre menina passou pela rua com a cabeça e os pés descobertos.

É verdade que tinha sapatos quando saiu de casa; mas não lhe serviram por muito tempo.

Eram uns tênis enormes que sua mãe já havia usado: tão grandes, que a menina os perdeu quando atravessou a rua correndo, para que as carruagens que iam em direções opostas não lhe atropelassem.

A menina caminhava, pois, com os pezinhos descalços, que estavam vermelhos e azuis de frio, levava no avental algumas dúzias de caixas de fósforos e tinha na mão uma delas como amostra.

Era um péssimo dia: nenhum comprador havia aparecido, e, por conseqüência, a menina não havia ganhou nem um centavo.

Tinha muita fome, muito frio e um aspecto miserável.

Pobre menina!

Os flocos de neve caiam sobre seus longos cabelos loiros, que caiam em lindos caracóis sobre o pescoço; porém, não pensava nos seus cabelos.

Via a agitação das luzes através da janela; sentia-se o cheiro dos assados por todas as partes.

Era dia de Natal, e nesta festa pensava a infeliz menina.

Sentou-se em uma pracinha, e se acomodou em um cantinho entre duas casas.

O frio se apoderava dela, e inchava seus membros; mas não se atrevia a aparecer em sua casa; voltava com todos os fósforos e sem nenhuma moeda.

Sua madrasta a maltrataria, e, além disso, na sua casa também fazia muito frio.

Viviam debaixo do telhado, a casa não tinha teto, e o vento ali soprava com fúria, mesmo que as aberturas maiores haviam sido cobertas com palha e trapos velhos.

Suas mãozinhas estavam quase duras de frio.

Ah! Quanto prazer lhe causaria esquentar-se com um fósforo!

Se ela se atrevesse a tirar só um da caixa, riscaria na parede e aqueceria os dedos!

Tirou um! Rich!

Como iluminava e como esquentava!

Tinha uma chama clara e quente, como de uma velinha, quando a rodeou com sua mão.
Que luz tão bonita!

A menina acreditava que estava sentada em uma chaminé de ferro, enfeitada com bolas e coberta com uma capa de latão reluzente.

Luzia o fogo ali de uma forma tão linda!

Esquentava tão bem!

Mas tudo acaba no mundo.

A menina estendeu seus pezinhos para esquentá-los também, mas a chama se apagou: não havia nada mais em sua mão além de um pedacinho de fósforo.

Riscou outro, que acendeu e brilhou como o primeiro; e ali onde a luz caiu sobre a parede, fez-se tão transparente como uma gaze.

A menina imaginou ver um salão, onde a mesa estava coberta por uma toalha branca resplandecente com finas porcelanas, e sobre a qual um peru assado e recheado de trufas exalava um cheiro delicioso.

Oh surpresa! Oh felicidade!

Logo teve a ilusão de que a ave saltava de seu prato para o chão, com o garfo e a faca cravados no peito, e rodava até chegar a seus pezinhos.

Mas o segundo fósforo apagou-se, e ela não viu diante de si nada mais que a parede impenetrável e fria.

Acendeu um novo fósforo.

Acreditou, então, que estava sentada perto de um magnífico nascimento: era mais bonito e maior que todos os que havia visto aqueles dias nas vitrines dos mais ricos comércios.

Mil luzes ardiam nas arvorezinhas; os pastores e pastoras pareciam começar a sorrir para a menina.

Esta, embelezada, levantou então as duas mãos, e o fósforo se apagou.

Todas as luzes do nascimento se foram, e ela compreendeu, então, que não eram nada além de estrelas.

Uma delas passou traçando uma linha de fogo no céu.

Isto quer dizer que alguém morreu pensou a menina; porque sua vovozinha, que era a única que havia sido boa com ela, mas que já não estava viva, havia lhe dito muitas vezes: "Quando cai uma estrela, é que uma alma sobe para o trono de Deus".

A menina ainda riscou outro fósforo na parede, e imaginou ver uma grande luz, no meio da qual estava sua avó em pé, e com um aspecto sublime e radiante.

-Vovozinha! - gritou a menina.

- Leve-me com você! Quando o fósforo se apagar, eu sei bem que não lhe verei mais!

Você desaparecerá como a chaminé de ferro, como o peru assado e como o formoso nascimento!

Depois se atreveu a riscar o resto da caixa, porque queria conservar a ilusão de que via sua avó, e os fósforos lhe abriram uma claridade vivíssima.

Nunca a avó lhe havia parecido tão grande nem tão bonita.

Pegou a menina nos braços, e as duas subiram no meio da luz até um lugar tão alto, que ali não fazia frio, nem se sentia fome, nem tristeza: até o trono de Deus.

Quando raiou o dia seguinte, a menina continuava sentada entre as duas casas, com as bochechas vermelhas e um sorriso nos lábios.

Morta, morta de frio na noite de Natal!

O sol iluminou aquele terno ser, sentado ali com as caixas de fósforos, das quais uma havia sido riscada por completo.

- Queria esquentar-se, a pobrezinha! - disse alguém.


Mas ninguém podia saber as coisas lindas que havia visto, nem em meio de que esplendor havia entrado com sua idosa avó no reino dos céus. 
Hans Christian Andersen.
Pare e Pense

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Reflexão 07/08/2015



Não faça nada pra provar para alguém, apenas procure agradar o coração de Deus, isso é tudo.
Pr. Bina.

A Procura da Felicidade.

Um homem não conseguia encontrar a felicidade em lugar nenhum.

Um dia ele resolveu sair pelo mundo à procura da felicidade.

Fechou a porta da sua casa e partiu com a disposição de percorrer todos os caminhos da terra até encontrar o lugar de ser feliz.

A onde chegava reunia um grupo a quem explicava os planos que tinha para ser feliz.

Afirmava que seus seguidores seriam felizes na posse de regiões gigantescas, onde haveria montes de ouro.

Mas o povo lamentava e ninguém o seguia.

No dia seguinte novamente partia.
Assim, foi percorrendo cidades e cidades, de país em país, anos a fio.

Mas um dia percebeu que estava ficando velho sem ter encontrado a felicidade.

Seus cabelos tingiam-se de branco, suas mãos estavam enrugadas, suas roupas esfarrapadas, os calçados aos pedaços.

Além disso, estava cansado de procurar a felicidade, tão inutilmente.

Enfim, depois de muito andar, parou em frente de uma casa antiga.

As janelas de vidro estavam quebradas, o mato cobria o canteiro do jardim, a poeira invadia quartos e salas.

Ele olhou e pensou que ali, naquela casa desprezada e sem dono, ele construiria a sua felicidade: arrumaria o telhado, colocaria vidro nas janelas, pintaria as paredes, cuidaria do jardim.

"Vou ser feliz aqui" disse ele.

E o homem cansado foi andando até chegar a porta.

Quando entrou, ficou imóvel, perplexo!

Aquela era a sua própria casa, que ele abandonou há tantos anos à procura da felicidade.

Então ele compreendeu que de nada tinha adiantado dar a volta ao mundo, pois a felicidade estava dentro da própria casa, dentro dele...


E ele não tinha percebido.
Pare e Pense.

RADIO AGRADECER


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