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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Te Garregarei Em Meus Braços

Certa noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela sentou-se à mesa e jantou sem dizer uma única palavra.

Pude ver sofrimento em seus olhos e de repente, eu também fiquei sem palavras.

No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E então abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou: "você não é homem!"

Naquela noite, nós não conversamos mais e por alguns minutos pude ouvi-la chorando.

Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a mais a ela, e sim à Jane. Eu simplesmente não a amava mais, e sentia pena dela.

Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente.

A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia que fora o nosso casamento, mas eu não voltaria atrás na minha decisão, pois agora estava amando profundamente uma outra mulher (Jane).

Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente; O que já era esperado. Diante daquele choro compulsivo eu me senti liberto, enquanto as lágrimas caiam. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa mais tarde e a encontrei sentada à mesa escrevendo alguma coisa. Não jantei e fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava muito cansado depois de ter passado o dia com a Jane (Minha amante).

Quando acordei no meio da noite, minha esposa ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Mesmo assim, eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições por escrito: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias tentássemos viver juntos da forma mais natural possível.

As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem para as provas, sem que os problemas conjugais de seus Pais interferissem nos seus estudos..

Isso me pareceu razoável; mas, ela acrescentou algo mais: Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora de casa todas as manhãs.

Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta, para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Contei para a Jane (minha amante) sobre o estranho pedido da minha esposa. Ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda.

- "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora de casa no primeiro dia foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo: "O papai está carregando a mamãe no colo!". Suas palavras me causaram constrangimento.

Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. 

Ela fechou os olhos e disse baixinho: "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio". Eu balancei a cabeça, mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa e ela dirigiu-se ao ponto de ônibus para ir ao trabalho.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito e eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Então, percebi que há muito tempo não prestava atenção na minha mulher. Ela certamente havia envelhecido nestes últimos 10 anos, existiam rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho.

O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar naquele estado.

No quarto dia, quando eu a carreguei no colo novamente, senti mais intimidade com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela para mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la, do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Meu Deus minha mulher carrega tanta dor e tristeza em seu coração...

Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.


Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse: "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo.

Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não havia percebido o quanto perdemos da nossa intimidade com o passar do tempo".

Depois disso não consegui dirigir para o trabalho. Ao inves disso, fui direto à casa de Jane (local iria morar após o divórcio), saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia...

Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti: "Desculpe Jane. Eu não vou me divorciar.

Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida; não foi por falta de amor. Agora eu percebi que não devo carregar minha esposa nos braços apenas nestes 30 dias do nosso acordo, mas sim para o resto das nossas vidas!.

A Jane então percebeu que era sério. Deu-me uma tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente.

Voltei para o meu carro e fui trabalhar.

No final do expediente, passei numa loja de flores e comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri, e escrevi assim: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Cheguei em casa, com aquele buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, indo direto para o nosso quarto, onde à encontrei deitada e para meu desespero, sem vida.

O fato é que minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, sem nada me dizer. Mas eu estava tão ocupado com a Jane (minha amante) que não pude perceber o quanto ela precisava de mim, ou que havia algo errado com ela.

Minha esposa sabia que morreria em breve, e preferiu poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio, o que a fez tomar a decisão de prolongar a nossa vida conjugal por alguns dias, proporcionando ao nosso filho a imagem de seus pais juntos toda manhã.

Aos olhos do meu filho, eu fui um marido perfeito.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto.

Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas que os mantenham próximos e íntimos.

Tenham um casamento real e feliz!

UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA. 
Autor desconhecido.

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