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LEIA A BÍBLIA

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Campo de Abacaxis

Nada na vida acontece em vão (Esta é uma história verídica.)

A história do campo de abacaxis  aconteceu na Nova Guiné. 

Ela durou sete  anos.                         

É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado.

Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta, até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos  direitos pessoais.

Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva.                                  

Um dia, resolvi levar para aquela região  alguns abacaxis.                                                                     

O povo já tinha ouvido falar de  abacaxis. 

Alguns já os haviam provado,  mas não tinham meios de consegui-los.

Busquei, então, mais de cem  mudas de uma outra missão. 

Contratei um homem da aldeia e ele plantou todas as mudas.                          

Eu o paguei pelo serviço prestado (com sal e diversas outras coisas de que  necessitava) e durante dias ele trabalhou.  

Precisei ter muita paciência até que  as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem as frutas.                  

Demorou uns três anos. 

Lá, no meio da selva, você  às vezes tem saudade de comer frutas.  

Não é fácil conseguir frutas e verduras  frescas.                            

Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam "água na  boca", e só estávamos esperando o  Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros.

No dia de Natal, minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se  algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa  desagradável após a outra. 

Não conseguimos  colher nem um só abacaxi. 

Os nativos  haviam roubado todos! 

Eles os roubavam  antes de ficarem maduros. 

É costume de  eles roubar as frutas antes que amadureçam e assim o dono não as possa colher.

E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. 

Missionários  não devem ficar com raiva, vocês todos  sabem disso, mas eu fiquei e disse  a eles: - Rapazes, eu esperei três anos por esses  abacaxis. 

Não consegui colher um único  deles. 

Agora outros estão amadurecendo e, se desaparecer mais
um só destes abacaxis,  fecharei a minha clínica.

Minha esposa dirigia a clínica.  

Ela dava gratuitamente todos os remédios  àquela gente. 

Eles não pagavam nada!                                  

Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças.                             

Os abacaxis ficaram maduros e, um por  um, foram todos roubados! 

Então achei  que deveria me defender deles.

Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... 

Mas a verdadeira razão não era essa. 

Eu era uma pessoa muito egoísta que queria comer abacaxis. 

Fechei a clínica. 

As crianças começaram a adoecer porque a vida era bastante difícil naquela região.

Vinham até nós pessoas com gripe, tossindo, pedindo remédio e nós dizíamos: - Não! “Lembrem-se que vocês roubaram  nossos abacaxis”.

- Não fui eu! - eles respondiam - foram os outros que fizeram  isso. 

E continuavam tossindo e pedindo.

Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. 

Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis. 

Fiquei novamente louco raiva  e resolvi fechar o armazém.                                

No armazém eles compravam fósforos, sal,  anzóis, etc. 

Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem  elas, pensei.

Comuniquei minha decisão: - Vou  fechar o armazém, vocês roubaram mais  abacaxis.

Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar:

- Vamos nos mudar daqui porque  não temos mais sal. 

Se não há  mais armazém, não há vantagem para  ficarmos aqui com esse homem. 

Podemos voltar para nossas casas na selva -  e se mudaram para a selva.

E ali estava eu, sentado, comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender  a língua para traduzir a Bíblia para  eles.

Falei com minha esposa: -  Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos,  se é só o que temos para fazer  aqui.

Um dos nativos passou por  ali, e eu lhe pedi para avisar que, na segunda-feira, abriria novamente o armazém.  

Pensei e pensei em como resolver o  caso dos abacaxis...

- Meu Deus! Deve haver um  jeito. 

O que posso fazer? 

Chegou o tempo de minha licença  e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. 

Lá ouvi que deveríamos  entregar tudo a Deus.

A Bíblia diz que, se você  der você terá; se quiser guardar para  si, perderá tudo. 

- Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você  tenha o suficiente.                             

Este é um princípio básico.                                      

Pensei o seguinte: amigo, você não tem  nada a perder. 

Vou entregar o caso  dos abacaxis a Deus... 

Eu sabia que não seria fácil  fazer esse sacrifício! 

Sacrificar significa entregar gratuitamente algo de que você  gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver  o que Ele faria. 

Assim, saí para  plantação, à noite, e orei: - Pai, o Senhor
está vendo  estes pés de abacaxis? 

Eu lutei muito  para colher alguns. Discuti com os nativos,
exigi meus direitos. 

Fiz tudo errado,  estou compreendendo agora. 

Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor.                       

De agora em diante, se o Senhor quiser  me deixar comer algum abacaxi, eu aceito;  caso contrário, tudo bem, não tem 
problema.

Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram
roubando  as frutas como de costume. 

Pensei com  meus botões: - Deus não pôde controlá-los.

Então, um dia, eles vieram  falar comigo: - Tu-uan (que significa estrangeiro) o  senhor se tornou cristão, não é
verdade? 

Eu estava pronto para dizer: - Escute aqui, eu sou cristão há  vinte anos! - mas, em vez disso, eu perguntei: - Por que vocês estão perguntando isso?

- Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis, eles responderam.

Isso me abriu os olhos. 

Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles.                

Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, mas sempre exigia os meus direitos e eles sabiam  disso.

Depois de algum tempo alguém perguntou: Por que o senhor não  fica mais com raiva?

- “Eu passei a plantação adiante”, respondi, ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva.

Um deles, arriscando, perguntou: - “Para quem o senhor deu a plantação?” Então  eu disse: - “Dei a plantação para
Deus”.

- Para Deus? - exclamaram todos. 

Ele não tem abacaxis onde mora!?

- Eu não sei se ele  tem ou não abacaxis onde mora, respondi.  

Eu simplesmente lhe dei os meus abacaxis.

Eles voltaram para a aldeia  e disseram para todos: - Vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis?  Tu-uam os deu a Deus.

Começaram a pensar sobre o  assunto e combinaram entre eles: - Se  os abacaxis são de Deus, agora não  devemos mais roubá-los.

Eles tinham medo de Deus e os abacaxis novamente começaram a amadurecer.

Os nativos vieram para me  avisar: - Tu-uan, seus abacaxis estão  maduros.

- Não são meus, eles pertencem  a Deus - respondi.

- É melhor o senhor comer,  pois senão eles vão apodrecer.

Então colhi alguns, e deixei  também uns para os nativos. 

Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los,
eu orei: - Senhor, estamos comendo Seus abacaxis, muito obrigado por  me dar alguns. 

Durante todos os anos  em que estive com os nativos, eles  estiveram me observando e prestando atenção às minhas palavras. 

Eles viam que as duas coisas  não combinavam. 

E, quando eu comecei  a mudar, eles também mudaram. 

Em pouco  tempo, muitos se tornaram cristãos.

O princípio da entrega a Deus estava funcionando realmente. 

Eu quase  não acreditei... 

“E mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus”.

O Senhor te abençoe e te  guarde! 

O Senhor te mostre a sua  face e conceda-te sua graça! 

O Senhor volva o seu rosto  para ti e te dê a paz! (Números 6,24-26)

Tenhas um ótimo dia. 

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Pare e Pense.
Colaboração; Lúcia Gomes.

Um comentário:

Fernando Benatti disse...

Muito Bom - http://www.amaradeus.com.br

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