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sábado, 31 de maio de 2014

“O Frio Que Vem de Dentro”

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna, por causa de uma avalanche de neve. 

Teriam que esperar até o amanhecer, para receber socorro. 

Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira, ao redor da qual eles se aqueciam. 

Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. 

Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. 

Era a única maneira de poderem sobreviver. 

O primeiro homem era racista. 

Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. 

Então, raciocinou consigo mesmo: "aquele negro! Jamais darei minha lenha, para aquecer um negro". 

E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais. 

O segundo homem era um rico avarento. 

Estava ali, porque esperava receber os juros de uma dívida. 

Olhou ao redor e viu um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. 

Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "eu, dar a minha lenha, para aquecer um preguiçoso", nem pensar. 

O terceiro homem era negro. 

Seus olhos faiscavam de ressentimento. 

Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação, que o sofrimento ensina. 

Seu pensamento era muito prático: "é bem provável que eu precise desta lenha, para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". 

E guardou suas lenhas com cuidado. 

O quarto homem era um pobre da montanha. 

Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. 

Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.” 

O quinto homem parecia alheio a tudo. 

Era um sonhador. 

Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha, que carregava. 

Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil. 

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. 

Seu raciocínio era curto e rápido. "esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. 

A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou. 

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. 

Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: "o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.” 

Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você. 

Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam. 

Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas. 

Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. (Gálatas 6.9) 

Portanto aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando. (Tiago 4.17) 
Pare e Pense 
Colaboração; Sérgio Camargos.

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